O músico, o mercado e a tecnologia

by Ramon Canales on

Um pequeno conto sobre o músico, o mercado e a tecnologia…

Era uma vez um músico… Eu não disse se ele é profissional ou amador… Não disse se ele vive de música ou não… E não disse se ele tem uma banda ou toca sozinho no quarto dele…

Nada disso importa para nossa história de hoje, pois assim como qualquer pessoa que joga futebol precisa de bola e chuteira (independentemente de seu nível), todo músico tem necessidades básicas.

Podemos tentar expressar algumas dessas necessidades através de perguntas:

  • Que escolas de música tem no seu bairro?
  • Quantos estúdios de ensaio tem por perto de você?
  • Onde você encontra um professor de gaita que curta Blues?
  • Qual é a melhor maneira de aprender a tocar um instrumento?
  • Como você encontra um integrante para sua banda que more perto e tenha influências semelhantes ao restante da banda?

Ou a mais simples e provavelmente com a resposta menos conhecida: Qual caminho você deve seguir para viver de música?

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Por incrível que pareça, em uma era que o mundo se tornou absolutamente tecnológico e conectado, estas perguntas não podem ser facilmente respondidas. Mas como isso é possível? Simples, toda essa informação está totalmente fragmentada / desorganizada em MUITOS lugares.

Ou seja, então o músico só precisa fazer um esforço e correr atrás que ele consegue achar essas informações correto? Não exatamente… e basicamente por dois motivos:

1. O ser humano é preguiçoso por natureza. Se a informação não é fornecida já “mastigada“, uma porcentagem muito pequena da população vai atrás dela.

2. Parece que reclamar é o mais novo passatempo preferido de todo mundo. É muito mais fácil sair dizendo que ser músico é difícil e pronto, do que efetivamente se organizar e entender o porquê de certas dificuldades e como contorná-las.

Em tempos de “mimimi“, poucas pessoas têm atitude e visão de perceber que existe muita coisa nova, boa e dedicada para ajudar o mercado musical como um todo.

Infelizmente não só os músicos estão com esse comportamento, mas também outros participantes do mercado musical. É comum escutar de lojistas, donos de estúdios, entre outros, que as vendas estão caindo, que a economia está ruim, que está difícil divulgar os serviços e atingir os músicos, etc.

No fleeber (https://fleeber.com) por exemplo, observamos constantemente músicos insatisfeitos que ninguém entra em contato com eles, estúdios dizendo que músicos não marcam ensaios, bandas dizendo que falta informação sobre carreira e bares para tocar, ou lojas reclamando que estão vendendo menos.

O grande problema é que as pessoas esperam que a tecnologia resolva tudo para elas, e não que elas sejam uma ferramenta para elas resolverem suas necessidades. Falta pró atividade e vontade da comunidade como um todo se ajudar e ser mais participativa.

Por isso que a cada dia tentamos organizar ainda mais as informações do mercado musical em um único lugar. Seja conteúdo sobre música, localização de serviços e produtos (professores, escolas, estúdios, lojas, etc), agenda de estúdios, e principalmente músicos, seus estilos, instrumentos, influências e localização. Tudo de forma a facilitar o acesso às informações, oferecer soluções mais próximas de quem está precisando, e acelerar a interação dos participantes do mercado musical.

A tecnologia nada mais é do que o meio para que atinjamos nossos objetivos, mas sempre seremos dependentes de nossa vontade de ir atrás deles. Afinal, o que queremos com a tecnologia é facilitar as coisas, e não que ela nos substitua, correto?

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E você, concorda?

Written by: Ramon Canales

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